Dra. Maryane Veras

Dra. Maryane Veras

INTERNET DE QUALIDADE É COM A...

INTERNET DE QUALIDADE É COM A...

Chapadinha Gás - Liquigás

Chapadinha Gás - Liquigás

Armazem Paraíba

Armazem Paraíba

sábado, 18 de dezembro de 2010

As águas e o povo do Maranhão

Nesta foto, a Rua(?) Edésio Vieira - no bairro Corrente, em Chapadinha, após chuva no final da tarde da última sexta -feira (17)
O fim do ano chega, e com ele as primeiras chuvas que encharcam as terras do Maranhão. Por todo o Estado já vemos a grama brotar bem verdinha; vemos as crianças brincando nas pequenas lagoas que começam a se formar; vemos a esperança refletida no rosto dos trabalhadores rurais, na expectativa de uma colheita farta.
O período chuvoso no Maranhão (que dura 6 meses) diferencia o Estado do restante da região Nordeste, que, comumente é afetada pelas grandes secas. Aliás, esse foi o motivo do grande povoamento de boa parte da região leste do Estado. No começo do século XX, levas de piauienses e cearenses, fugindo das grandes secas daquele período, ocuparam a região do Baixo Parnaíba Maranhense. Seus descendentes estão lá até hoje, resistindo às extremas intempéries climáticas (cada vez mais frequentes) e ao avanço do feroz e voraz agronegócio.


Mais bem, voltando ao assunto inicial, as chuvas no Maranhão trazem a esperança de dias melhores. Contudo, de tempos para cá, começam a trazer preocupação e temor.


Quem não lembra da catástrofe climática ocorrida no Estado no período chuvoso de 2009? O Maranhão foi assolado por um volume extraordinário de chuvas. Lavouras, povoados e cidades inteiras ficaram debaixo dágua. Regiões que nunca tiveram registro de enchentes, padeceram desse mal naquele catastrófico ano.


Passado mais de ano e meio, muitas famílias desabrigadas por aquele intenso fluxo de águas ainda enfrentam dificuldades para recomeçarem suas vidas.


Ao contrário do ano passado, o ano de 2010 foi marcado pelo baixo índice pluviométrico em várias regiões do Estado. A comunidade quilombola de Barro Vermelho, em Chapadinha, por exemplo, teve 23 casas (de um total 26) completamente alagadas, perdendo ainda toda a produção, engolida pelo Rio Munim. Neste ano a comunidade não produziu nada. As chuvas não foram suficientes para a lavoura produzir. Em virtude da calamitosa situação, foram obrigados a recorrerem ao programa de distribuição de cestas básicas do INCRA para não passarem fome.


Um próximo período de 6 meses de chuvas se avizinha. Agora, em 2011, a esperança de uma boa colheita se une com o medo de perder tudo o que foi construído ao longo de uma vida.

Nenhum comentário:

Arquivo do blog