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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Carnaval e Complexo de Vira-Latas

 
Blog do Alexandre Pinheiro
Desde o ano passado um evento que deveria contar com a união de todos: o carnaval chapadinhense, virou alvo de implacável campanha contra. Entre críticas às bandas, denúncias de boicote a blocos e até suposta briga em camarote compuseram o quadro negativo com o que tentaram pintar o reinado de Momo local.

Na definição do antropólogo Roberto da Matta, ”o carnaval é essencialmente igualitário e, nos quatro dias, transpõe para o mundo da "rua" os ideais das relações espontâneas, afetivas, e essencialmente simétricas que são a contrapartida do autoritarismo” presente – dos governos às famílias – em vários estratos sociais. Por isso ele tem tão forte apelo popular. 

Ainda considerado a festa maior da brasilidade, o carnaval vem perdendo público, por influência religiosa ou mesmo escolha de descanso e tranqüilidade no feriado prolongado, parte da população prefere fugir da folia. Respeitada a fração que não gosta, o carnaval ainda assim é importante culturalmente, como geração de renda e incremento do turismo.

Voltando à cena tupiniquim, com o mesmo DNA da fofoca do ano anterior, boatos se espalham no “boca a boca” com reforço em comentários na internet de que a prefeitura não promoverá carnaval de rua este ano. Outra vítima é o Bloco BCC cujos comentários depreciativos de “chapadinhenses” beiram a insanidade. 

Como sempre, Chapadinha terá um bom carnaval. Não bastassem as festas da Praça Irineu e o Arrastão do BCC, nós ainda temos o Baile a Fantasia do Chapadinhamente Nós, o Bloco de Sujos que completa 22 anos e o principal: a festiva, hospitaleira e excelente índole do nosso povo, como coisas que não se tem em qualquer outro lugar. 

Tanto o Município quanto BCC já garantem agitação. Evidente Chapadinha não deve esperar de um ou de outro, atrações como Chiclete Com Banana ou Ivete Sangalo (até porque Roberto Carlos e Zezé de Camargo nunca aqui vieram e ninguém morreu por isso). Devemos reparar as limitações de uma cidade do tamanho da nossa para evitar o complexo de vira-latas dos que acham tudo o que há em outras bandas melhor do que aqui e, principalmente, não se deixar enganar por gente que, por motivos mesquinhos difama a própria terra e ainda regozija-se de passar o carnaval em lugares em que pobre sofre tirando onde de novo rico. 

Se for seu caso, vá – sem falar mal de tua cidade – e divirta-se como puder, tendo opção de voltar para a Chapada que sempre te receberá de braços abertos.

Fotos: William Fernandes

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