O Fórum de Defesa do Baixo Parnaíba Maranhense voltou a afirmar que a empresa Comercial Agrícola Paineiras do Grupo Suzano Papel e Celulose obteve a maioria das terras que detém através de forma ilícita, como a grilagem e fraudes nos cartórios da região. Destaca que um processo judicial na Comarca de Santa Quitéria (174/2006), registra denuncias de vítimas de falsificação de assinaturas e que as suas terras fazem parte hoje, do patrimônio do Grupo Suzano Celulose e Papel.
DESTRUINDO O CERRADO

RESISTÊNCIA CONTRA O GRUPO SUZANO
A verdade é que além de ter terras griladas ao seu patrimônio, muitas áreas devolutas foram também criminosamente incorporadas. Uma outra questão que precisa ser apurada pela Procuradoria Geral do Estado e pelo Ministério Público, refere-se às facilidades proporcionadas pelo Iterma, durante os dois últimos governos e também da Secretaria de Estado do Meio Ambiente que se constituíram em instituições coniventes para os avanços e destruição do Baixo Parnaíba.
EUCALIPTO PARA CARVÃO
Exatamente no momento em que o Grupo Suzano Papel e Celulose anuncia investimentos superiores a 3 bilhões de reais para a construção de uma fábrica na região Tocantina e a compra do eucalipto (matéria prima a ser industrializada), adquirida da Vale do Rio Doce, a quem se destinam os milhares de hectares do eucalipto do Baixo Parnaíba? A resposta é simples e bem clara. Para o carvão das siderúrgicas do Grupo Gerdau/Margusa.
QUAL A RESPONSABILIDADE DO GRUPO SUZANO
A grande destruição praticada pelo Grupo Suzano Papel e Celulose em pelo menos 9 municípios da Região do Baixo Parnaíba, precisa de uma reparação para milhares de famílias e uma punição severa pela destruição ambiental. Cabe as autoridades apurarem a grilagem de terras a arrecadação das áreas devolutas para a reforma agrária, os desmatamentos criminosos e até envenenamento de pessoas e animais.
por Aldir Dantas - cidadesat.com.br