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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ARTIGO: Falta de Educação, Drogas e Armas = Violência...

Por: Paulo Coêlho*
 
A onda de violência que assola o Brasil é preocupante e está associada ao uso de drogas, a banalização da vida é constante, todos os dias acontecem assassinatos de todas as formas, estimativas feitas a partir de informações sobre o consumo de drogas trazem dados alarmantes sobre os valores envolvidos no tráfico. Estima-se que o faturamento anual da venda no varejo de maconha, cocaína e crack, somente no Rio de Janeiro e São Paulo movimentem uma faixa de R$ 700 milhões de Reais.

O tráfico é um dos principais geradores da violência, e está diretamente associado ao mercado negro das armas. E os custos sociais dessa violência são de grande magnitude e vão bem além dos custos diretos com a segurança. Pesquisas indicam que comunidades com maior incidência de crimes tendem também a ser as mais desiguais, e com maior dificuldade para a promoção das garantias constitucionais.

Consumir drogas não é uma opção privada e isolada, sem reflexos e consequências sociais. É alimentar uma cadeia perversa e destrutiva, que traz ônus para todos.

Analisando os fatos não se ver por parte dos governos uma ação com eficácia, o que vemos são planos corretivos, o que não resolverão o problema, pois é do conhecimento de todos que a falta de investimentos na Educação é um dos principais motivos da violência.

Enquanto os governos não priorizarem investimentos na Educação, a violência vai campear, quando digo investimentos é no sentido amplo como; capacitação, formação continuada dos educadores e aplicação dos conhecimentos obtidos na formação do educando, introdução de temas como Ética, Cidadania, Relações Humanas, Educação para o trânsito, valorização da vida e participação das famílias na vida ecolar.

Tendo em vista situação a situação vigente, e a transformação da sociedade, uma grande responsabilidade dos prefeitos (a) que assumirão os destinos dos municípios brasileiros em primeiro de janeiro de 2013, é implementar políticas públicas que possam mudar os índices de violência, pois é no município que acontece a vida do país, e se cada prefeito (a) fizer sua parte, em um futuro não tão distante a realidade será outra.

Portanto, somente com ações preventivas pode-se mudar, uma vez que a criança educada hoje será um adolescente e adulto educado amanhã, e uma vez consciente e respeitando os valores sociais, jamais cometerá algum ato nocivo a vida do seu semelhante, nesse sentido, uma campanha de conscientização e sensibilização desses valores se faz necessária e urgente para que possamos ter uma sociedade sem violência.

*Paulo Coêlho, cidadão chapadinhense, Pedagogo, Especialista em Docência Superior, Educação do Campo e professor universitário.

 

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